Angola ocupa, actualmente, a terceira posição global em número de mortes por cólera, segundo revelou a directora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas. A informação foi avançada durante um workshop de capacitação destinado à classe empresarial, focado em medidas de prevenção, combate e tratamento da doença.
A epidemia teve início a 2 de Janeiro de 2024, no bairro Paraíso, município de Cacuaco, em Luanda, e já se alastrou a 17 das 21 províncias do país, incluindo Cuanza-Sul, Zaire, Bengo, Benguela, Malanje e Cuanza-Norte. A situação epidemiológica é considerada preocupante, apesar dos esforços em curso para conter a propagação do surto.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), Angola está atrás apenas do Sudão e da Nigéria, países com as maiores taxas de letalidade associadas à cólera.
Helga Freitas destacou que os homens são os que mais morrem devido à doença, bem como crianças com idades entre os dois e os cinco anos.
Para mitigar os efeitos da epidemia, o país adquiriu mais de 700 mil doses de vacinas, destinadas às zonas mais afectadas. No entanto, a OMS alerta que a produção global de vacinas orais contra a cólera é ainda insuficiente para satisfazer a crescente procura, dificultando os esforços de controlo dos surtos a nível mundial.