As autoridades de transição do Burkina Faso ordenaram a expulsão da coordenadora residente das Nações Unidas no país, Carol Flore-Smereczniak, concedendo-lhe um prazo de 48 horas para abandonar o território. A decisão surge após a diplomata ter sido acusada de produzir e divulgar um relatório considerado “falso e parcial” sobre a situação interna.
O anúncio foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que justifica a medida com a divulgação de um documento supostamente publicado sob a chancela da ONU, no qual são denunciadas alegadas violações de direitos humanos e práticas repressivas em áreas controladas pelo Estado. As autoridades burquinabês consideram o relatório uma tentativa de descredibilizar os esforços do país no combate ao terrorismo e na estabilização nacional.
Até ao momento, a ONU não se pronunciou oficialmente sobre a decisão. No entanto, fontes diplomáticas admitem haver preocupação quanto ao possível agravamento das relações entre a organização e o regime militar de transição.